sábado, 10 de março de 2012

estoria infantil « o amor faz milagres »

Era uma vez...uma Princesa ...que vivia no seu Palácio...estava noiva e enamorada...e... só sonhava com o dia do seu casamento...iria ser a melhor e a maior festa do Reino...
-Mas o seu noivo foi chamado para a frente de batalha...
-Como ele a amava deveras...antes de partir para a guerra ofereceu-lhe o anel mais bonito que jamais alguém tinha feito... com a promessa de que voltaria para casar assim que a guerra terminasse... e o pedido para que ela por ele esperasse por ele...
-Era o que a linda Princesa mais queria...que ele voltasse depressa para se celebrar o tão desejado casamento
-Mas o tempo passava ...passava lento...e do seu amado nem noticias chegavam...A
Princesa andava triste e preocupada...já nem queria falar com ninguém...montava no seu cavalo favorito e dava longos passeios para se distrair ...e ia cada vez para mais longe...nem ela própria sabia porquê ou para onde se dirigia...
-um dia depois de muito cavalgar deu consigo perto duma aldeia no sopé da montanha perto da floresta parou junto dum ribeiro para dar de beber ao seu belo alasão
...prendeu -o a uma velha figueira já seca para que ele pastasse um bocado ... e ...deitou-se na relva fofa a descansar...a tarde estava morna e calma...a Princesa acabou por adormecer...
adormeceu e sonhou... sonhou ... mas acordou em sobressalto... estava a sonhar com o seu amado na guerra... a guerra estava no auge... no meio de toda a confusão ela viu o seu mais que tudo ferido no chão...
-acordou sobressaltada ...sacudio as suas vestes com todo o vigor...sacudio...sacudio... recompôs-se... montou no seu cavalo ...e...galopou...galopou...galopou sem parar até chegar ao Palácio...ali perguntou a todos se havia noticias da guerra... mas da guerra não tinham chegado noticias...
-só passados alguns dias é que a Princesa deu por falta do anel que o seu noivo lhe havia oferecido antes de partir para a batalha...
-chorou muito a nossa Princesa ...pois pensava naquele triste sonho em que via o seu amado caído no campo de batalha...a ainda por cima o seu anel tinha desaparecido...era mau sinal...
-A pobre Princesa já nem saía do palácio ...só chorava a sua saudade...
-Na aldeia no sopé da montanha havia um rapazinho que ia muitas vezes pescar para o ribeiro ao pé da figueira seca... nos seus galhos pendurava a sua sacola...Como não tinha nem cana de pesca nem isco usava um pedaço de guita atado a um pau e na ponta da guita uma sementinha de cabaça ...esguia e brilhante ...para atrair os peixes Muitas fezes pescou belos peixes que entregava feliz à sua mãe que os cozinhava para a família toda...Mas o nosso rapazinho tinha um sonho...-Era ter uma cana de pesca daquelas mesmo a sério...mas como não tinha lá ia usando as suas sementinhas de cabaça...às vezes caiam-lhe algumas... mas não se importava...
-um dia reparou numas plantinhas novas que apareceram au pé da figueira seca...cortou as ervas daninhas à sua volta... sachou... fez um canteirinho...regou...e esperou a ver o que dali saía
...cada vez que ía á pesca regava a planta nova...esta começou a dar umas guias compridas que ele encaminhou para a figueira seca ...não tardou a perceber que a sua planta mistério era uma cabaceira ...pois bem pensou ele não me irão faltar sementes de cabaça para pescar...mas o seu desejo era uma cana de pesca de verdade...
-A planta cresceu ...cresceu...cresceu figueira a cima e deu as mais belas cabaças que jamais alguém vira naquela aldeia...então o rapazinho teve uma ideia brilhante e falou com os pais...se eu fosse á feira vender aquelas cabaças poderia comprar aquela cana de pesca que eu tanto desejo...os pais acharam muito bem...O rapazinho colheu as cabaças ...meteu-as em dois grandes sacos traçou os sacos na bicicleta como se fossem uns alforges..e lá vai ele direito á feira...
-Ia tão feliz que nem dava pelo peso pedalava com tanto entusiasmo que ao passar por um caminhante barbudo e esfarrapado este lhe sorriu...o rapaz atento como era, reparou naquele sorriso tão doce e meigo ...parou e disse-lhe :-eu não o conheço daqui ...o senhor deve ser peregrino ou coisa parecida ...mas não tem bordão nem vasilha para a água... ao pé do rio há umas árvores muito boas para você cortar um galho e fazer um bordão...para vasilha da água aqui lhe ofereço a minha mais bela cabaça...depois de lhe tirar as sementes lave-a bem por dentro que as cabaças são muito boas para transportar a agua para beber durante a sua caminhada... o homem assim fez ... -dirigiu-se ao ribeiro , cortou um galho duma árvore e começou a esvaziar a cabaça...-Qual não foi o seu espanto quando de dentro da cabaça junto com as sementes lhe cai nas mãos o anel que ele tinha oferecido a sua noiva antes de partir para a guerra...mudo de espanto começou a chorar...a chorar...a chorar...parecia que não havia consolo nem esperança para ele...-Tinha sido ferido...e perdido a batalha...sentia-se desonrado com essa perda... Mas se a sua noiva tinha deitado fora o anel era porque tinha desistido dele...estava tão triste e cansado que já não lhe apetecia continuar viagem...deitou-se na relva fofa e adormeceu...
-Vá lá saber-se porquê... naquele dia a Princesa lembrou-se do dia em que tinha adormecido á beira do regato... como tinha acordado tão sobressaltada...como tinha sacudido com tanto vigor as suas vestes...talvez tivesse perdido o seu tão estimado anel naquele local... e já que o seu noivo não tinha regressado ,pelo menos...se ela encontra-se o anel teria uma recordação dele para sempre...
-E sem pensar duas vezes montou o seu cavalo ,e ordenou-lhe -:leva-me ao local onde descansamos ...na beira do regato,,,ao pé da figueira seca...o cavalogalopou...galopou...galopou ..até que estancou perto da figueira ...havia ali uma pessoa caída ou adormecida ...A Princesa correu em seu socorro...quando o pegou em seus braços para o socorrer ...o caminhante acordou abriu os olhos...os seus olhares reencontraram-se...e antes que qualquer deles tivesse tempo de perguntar «porquê...» ele abriu a mão direita... ela pegou no anel meteu-o no dedo...e ...abraçaram-se...As explicações já nós as sabemos..
-E FORAM FELIZES PARA SEMPRE
-vitória ...vitória acabou-se a história


-

Sem comentários: