Foi neste dia que as nossas vidas mudaram por completo...
15 -11 -1961 eram 8.30 h da manhã... Tocou o telefone em casa dos tios -o único telefone que havia na Ribeira- A Noticia era terrível ...em poucos segundos a Tia entrava-me pela casa dentro lavada em lágrimas:_Ai meninos que estão desgraçados!...eu andava a volta dos cachopos que andavam na escola a despacha-los para que não chegassem atrasados...mas perante toda aquela demonstração de desespero fiquei paralisada... antes que a Tia tivesse dito o que realmente tinha acontecido tive um pressentimento ...um aperto no coração ...que me deixou lavada em lágrimas...o Pai tinha ido com a mãe para o Hospital de Santa Maria e ainda não tinha regressado...estávamos sozinhos em casa...enquanto a Tia nos dizia que do Hospital lhe tinham telefonado a anunciar a morte da mãe...abracei os cachopos...beijamos o Crucifixo que estava em cima da cómoda...e...ficamos como que parvos a olhar uns para os outros sem saber o que dizer ou fazer...Todos chorávamos... a certa altura um dos mais pequenos perguntou:_O Pai também já não vem mais?....-Vem sim mas temos de esperar por ele...
O Pai vinha a caminho...só chegou por volta das 11.00 h ...Só ao chegar a casa soube que tinha ficado viúvo pela 2 vês ...Nunca me foi tão difícil falar com ninguém como a de dar esta noticia ao meu Pai!...
domingo, 15 de novembro de 2009
terça-feira, 10 de novembro de 2009
tradições
SÃO MARTINHO
São Martinho castanhas e vinho...
È um dito popular que parece fazer deste santo um bebedolas . O que não pode ser mais falso.
Com a poeira dos tempos vai-se perdendo o verdadeiro sentido das tradições ...
Quem era então São Martinho? -SOLDADO... CAVALEIRO...HOMEM DE DEUS E DA IGREJA...
SIM !
Tudo isso; mas sobretudo um grande AMIGO DOS POBRES.
As castanhas eram comida de inverno facilmente armazenada e distribuída
Ele era uma pessoa muito atenta e sensível a pobreza ...
A sua mais bela historia (lenda ou não) é aquela em que São Martinho não hesitou em cortar a sua bela capa ao meio para agasalhar um pobre...
BOM SÃO MARTINHO
São Martinho castanhas e vinho...
È um dito popular que parece fazer deste santo um bebedolas . O que não pode ser mais falso.
Com a poeira dos tempos vai-se perdendo o verdadeiro sentido das tradições ...
Quem era então São Martinho? -SOLDADO... CAVALEIRO...HOMEM DE DEUS E DA IGREJA...
SIM !
Tudo isso; mas sobretudo um grande AMIGO DOS POBRES.
As castanhas eram comida de inverno facilmente armazenada e distribuída
Ele era uma pessoa muito atenta e sensível a pobreza ...
A sua mais bela historia (lenda ou não) é aquela em que São Martinho não hesitou em cortar a sua bela capa ao meio para agasalhar um pobre...
BOM SÃO MARTINHO
interrogações
o quê?...
porquê?...
e quando?...
onde?...
aonde?...
e para quê?...
quem ?...
a quem?...
porque razão?...
falas tão bem
falas tão mal,,,
e coisa e tal...
tens tanto medo
do teu segredo...
esquece lá isso...
o porque não...
o porque sim...
é mesmo assim...
Cá quanto a mim
teve um inicio...
mas não tem fim!
TA
porquê?...
e quando?...
onde?...
aonde?...
e para quê?...
quem ?...
a quem?...
porque razão?...
falas tão bem
falas tão mal,,,
e coisa e tal...
tens tanto medo
do teu segredo...
esquece lá isso...
o porque não...
o porque sim...
é mesmo assim...
Cá quanto a mim
teve um inicio...
mas não tem fim!
TA
ALEGRIA
Eu vi um dia
que a magia
da alegria
resplandecia
onde a Maria
aparecia
A simpatia
que ela irradia...
sem ousadia
eu diria
que a Maria
só se ria
de quem a não aprecia
A empatia
que oferecia
a quem sofria...
e como sorria
a quem a via...
e lhes trazia
ao dia-a-dia
a Magia da ALEGRIA
TA
que a magia
da alegria
resplandecia
onde a Maria
aparecia
A simpatia
que ela irradia...
sem ousadia
eu diria
que a Maria
só se ria
de quem a não aprecia
A empatia
que oferecia
a quem sofria...
e como sorria
a quem a via...
e lhes trazia
ao dia-a-dia
a Magia da ALEGRIA
TA
amizade
DISTRAIDA da VIDA
Passei por ti
e não te vi
nem percebi
o que há em ti
Alvoraçada
Preocupada
Eu não vi nada
do que interessava
Voa como o vento
meu pensamento...
Teu sofrimento
e teu lamento
vêm derrepente
travar-me a mente
e a fantasia
que em pleno dia
me impedia
ver quem sofria...
Meu ombro amigo
está contigo
e só te digo
ao teu ouvido
CONTA COMIGO
Passei por ti
e não te vi
nem percebi
o que há em ti
Alvoraçada
Preocupada
Eu não vi nada
do que interessava
Voa como o vento
meu pensamento...
Teu sofrimento
e teu lamento
vêm derrepente
travar-me a mente
e a fantasia
que em pleno dia
me impedia
ver quem sofria...
Meu ombro amigo
está contigo
e só te digo
ao teu ouvido
CONTA COMIGO
HISTÒRIA
As histórias
da nossa história
no presente são passado
recordações e memórias
do que foi a nossa gente
ao moldar nosso presente
Não nos é indiferente
tribulações
ou Vitórias
daquilo que hão passado
os nossos Antepassados...
Respeitar os seus legados
agora nos é pedido...
Que sejam :
Apreciados...
Respeitados...
Conservados...
Quer memórias
Quer eventos
Igrejas ou Monumentos
como por bem é devido ...
E muito mais...
MERECIDO
TA
da nossa história
no presente são passado
recordações e memórias
do que foi a nossa gente
ao moldar nosso presente
Não nos é indiferente
tribulações
ou Vitórias
daquilo que hão passado
os nossos Antepassados...
Respeitar os seus legados
agora nos é pedido...
Que sejam :
Apreciados...
Respeitados...
Conservados...
Quer memórias
Quer eventos
Igrejas ou Monumentos
como por bem é devido ...
E muito mais...
MERECIDO
TA
presente passado e futuro
PASSARINHO
empoleirado num ramo
batido de sol e pó
eu gosto de recordar
as histórias da minha avó
Antigamente... esta terra
era uma mata frondosa
menos casas menos gente
e a serra...
era maravilhosa
havia muitos rebanhos a pastar pelo baldio
pastores com seu realejo...
(nós prontos p´ró desafio
escondidos na ramaría soltando nossos trinados...)
Cão ao lado
pacientes arrebanhando seu gado
os pastores iam tocando...
com calma...
como sonhando...
ou talvez fosse deveras
que o som da sua gaita pudesse afastar as feras...
que havia lobos na serra isso ninguém duvidava
que atacavam os rebanhos se uma rês se tresmalhava
Havia tanto arvoredo
para fazer-mos os ninhos
tanta nos espinheiros para ficarem fofinhos
As bagas e as sementes eram o nosso alimento
(catar bichos aos rebanhos
nosso entertenimento)
Tantas aves tão diferentes
vivíamos lado a lado
cada qual com o seu nome
o seu destino e seu fado
Todos livres e contentes
sem temer nosso futuro...
Como ele se tornou tão duro...
Já não há matas frondosas
há mais silvas do que rosas
Há mais casas... Há mais estradas
que árvores de grandes ramadas...
Vou aos caixotes do lixo se me quero alimentar
Escondo-me nos beirais(aonde não sou bem visto)
se me quero agasalhar
...e já só nos chamam pardais...
...deixam-nos em paz por esmola...
E já posso adivinhar meus netos numa gaiola...
com sementes com fartura
e uma alface por verdura
Privados de liberdade para encontrar
o seu par
e a espreitar por uma gateira
um garoto mariola
que não abre a portinhola
porque se ele fugir
não saberá resistir...
pois não sabe procurar com que se alimentar...
nem saberá fazer ninho
como o de outrora fofinho...
Porque nunca aprendeu
como a avó...
como eu...
a saber sobreviver...
Condenado a viver só
numa total dependência...
Terá tecto por abrigo...
Mas nunca terá amigo
nem deixará descendêcia
empoleirado num ramo
batido de sol e pó
eu gosto de recordar
as histórias da minha avó
Antigamente... esta terra
era uma mata frondosa
menos casas menos gente
e a serra...
era maravilhosa
havia muitos rebanhos a pastar pelo baldio
pastores com seu realejo...
(nós prontos p´ró desafio
escondidos na ramaría soltando nossos trinados...)
Cão ao lado
pacientes arrebanhando seu gado
os pastores iam tocando...
com calma...
como sonhando...
ou talvez fosse deveras
que o som da sua gaita pudesse afastar as feras...
que havia lobos na serra isso ninguém duvidava
que atacavam os rebanhos se uma rês se tresmalhava
Havia tanto arvoredo
para fazer-mos os ninhos
tanta nos espinheiros para ficarem fofinhos
As bagas e as sementes eram o nosso alimento
(catar bichos aos rebanhos
nosso entertenimento)
Tantas aves tão diferentes
vivíamos lado a lado
cada qual com o seu nome
o seu destino e seu fado
Todos livres e contentes
sem temer nosso futuro...
Como ele se tornou tão duro...
Já não há matas frondosas
há mais silvas do que rosas
Há mais casas... Há mais estradas
que árvores de grandes ramadas...
Vou aos caixotes do lixo se me quero alimentar
Escondo-me nos beirais(aonde não sou bem visto)
se me quero agasalhar
...e já só nos chamam pardais...
...deixam-nos em paz por esmola...
E já posso adivinhar meus netos numa gaiola...
com sementes com fartura
e uma alface por verdura
Privados de liberdade para encontrar
o seu par
e a espreitar por uma gateira
um garoto mariola
que não abre a portinhola
porque se ele fugir
não saberá resistir...
pois não sabe procurar com que se alimentar...
nem saberá fazer ninho
como o de outrora fofinho...
Porque nunca aprendeu
como a avó...
como eu...
a saber sobreviver...
Condenado a viver só
numa total dependência...
Terá tecto por abrigo...
Mas nunca terá amigo
nem deixará descendêcia
LIÇÂO de HISTÒRIA
quero conhecer a história...
não para viver no passado
mas para ter na memória
como o hoje foi talhado
momentos de dor e glória
viveram nossos avós
dederrota...de vitória...
mas quem ganhou fomos nós
que assuntos ainda há pendentes
quedevemos trabalhar?
para que nossos descendentes
de nós se venham a orgulhar!
não para viver no passado
mas para ter na memória
como o hoje foi talhado
momentos de dor e glória
viveram nossos avós
dederrota...de vitória...
mas quem ganhou fomos nós
que assuntos ainda há pendentes
quedevemos trabalhar?
para que nossos descendentes
de nós se venham a orgulhar!
Ao Pintor JOÂO SANTOS
Sonhei que o vi montado
num cavalo alado
a voar contra o vento
na mão levando o pincel
com que pintou o painel
do seu próprio corcel
no ar soava a canção
fazendo menção
a tanto talento
escondido nas pregas do tempo
estava o lamento
de um sofredor
que põe em tudo o que faz
um apelo à paz...
ao belo...
ao amor...
num cavalo alado
a voar contra o vento
na mão levando o pincel
com que pintou o painel
do seu próprio corcel
no ar soava a canção
fazendo menção
a tanto talento
escondido nas pregas do tempo
estava o lamento
de um sofredor
que põe em tudo o que faz
um apelo à paz...
ao belo...
ao amor...
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